sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nazismo e Comunismo, Sistemas Rivais ou Objetivos Comuns?






























NazismoComunismo
“O movimento nacional-socialista [nazista] tem um só mestre: o marxismo” (Goebbels, “Kampf um Berlin”, p. 19)“Nós, comunistas, somos discípulos de Marx e Engels” (Thorez, Discurso de 28/10/37. Ed. Comitê Popular de Propaganda)
“Não queremos mais a Deus que à Alemanha” (Hitler,”Bayrischer Kurier” de 25/5/23)“Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista” (Lenine, carta a Gorki)
“Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado” (Mussolini, Discurso à Câmara dos Dep. 9/12/28)“A Ditadura do Proletariado é a dominação não restringida pela lei e baseada na força” (Lenine, “O Estado e a Revolução”)
“Nós somos socialistas, e inimigos mortais do atual sistema econômico capitalista”. (Der Nationalsocialismus, die Weltanschauung des 20 Jahrhunderts)Não é necessário provar o óbvio, isto é, que os socialistas são inimigos do capitalismo.
“As crianças são educadas em comum por educadoras experimentadas em maternidades especiais.” (Dupre, “Weltanschauug und Rassenzuechtung”)“Nós acusam de querer abolir a exploração dos filhos pelos seus pais. Pois bem, confessamos esse crime”. (Marx e Engels, “O Manifesto Comunista”)



Monarquistas com ideologia!

Essa verdadeira ojeriza das ideologias não é algo novo. Um dos mais eminentes pensadores contemporâneos, o recentemente falecido Prof. Friedrich von Hayek, já em 1945, numa célebre conferência em que fixou os princípios que desenvolveria ao longo de sua vida e que o levariam a alcançar, em 1974, o Prêmio Nobel da Economia, descreveu esse fenômeno:"Apoiar qualquer princípio definido de ordem social é, hoje em dia, um modo quase certo de incorrer no estigma de ser um teórico pouco prático. Chegamos ao ponto de ser considerado manifestação de critério e ponderação o fato de alguém não aderir a princípios sólidos em matérias sociais, mas ir resolvendo cada problema conforme se apresentam as várias circunstâncias" (conferência intitulada "O individualismo: verdadeiro e falso", reproduzido na revista "Estúdios Públicos", n. 22, outono de 1986).Após descrever o fenômeno, o Prof. von Hayek pondera muito bem que os princípios acabam se impondo "ainda quando não reconhecidos explicitamente", e que "o único resultado de nossa falta de preocupação pelos princípios é, ao que parece, sermos governados por meio de uma lógica de acontecimentos que em vão procuramos ignorar" (conf. citada). Assim, quer se queira, quer não se queira, somos sempre levados a agir por preferências ideológicas, mais explicitadas ou menos. E a negação, em princípio, das ideologias é, ela mesma, uma ideologia... de pressupostos marxistas!Com efeito, é preciso ter em conta que a ideologia própria do materialismo marxista é a não-ideologia. Marx e seus seguidores sustentam que as ideologias — abrangendo nessa designação o Direito, a Política, a Filosofia, a Religião etc —não são senão uma "super-estrutura" artificial, inútil e prejudicial, tendendo a desaparecer com a evolução. A realidade única —no linguajar do materialismo marxista seriam as relações econômicas.